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CASTRAÇÃO É A SOLUÇÃO

As pessoas precisam se conscientizar de que
recolher e levar um animal para o abrigo não resolve o problema. Eles
acabam, fatalmente, sendo vítimas de estresse, brigas, doenças ou
sofrendo a eutanásia. Por melhor que seja a intenção, se a pessoa não
pensar no bem estar do animal, ela jamais o estará protegendo.
As maneiras mais corretas para garantirmos
aos animais uma condição de vida digna, erradicando a população canina e
felina das ruas, será através de uma providência compatível e contínua,
voltada para toda a comunidade, através do projeto: “Castração é a
solução”.
O QUE É
CASTRAÇÃO
A cirurgia de esterilização de animais, ou
conhecida como 'castração', é o método recomendado pela Organização
Mundial de saúde e por Sociedades de Proteção Animal de todo mundo, como
uma maneira eficaz de combater a superpopulação de cães e gatos, por se
evitar o descontrole populacional e conseqüentemente o abandono.
Sobre os anticoncepcionais: a castração
ainda é o procedimento mais seguro e efetivo.
PORQUE É
IMPORTANTE

Para demonstrar a dimensão do problema:
Uma gata e seus descendentes podem gerar 28
novos gatinhos em menos de 1 ano...
E a cadela, ao redor de 24 filhotes no mesmo
período...
O controle de natalidade desses animais é uma
das soluções para esse problema, sendo a castração o melhor e mais
seguro mecanismo de controle até o momento.
É um ato de amor, cidadania e respeito à vida.
CASTRAÇÃO DE GATOS

Gatos não castrados
Fêmeas
Se a fêmea não for castrada, ela
provavelmente entrará no cio todos os meses, apresentando um
comportamento bastante alterado. Normalmente a fêmea fica miando de uma
forma diferente (parecida com aquela que se escuta nos telhados durante
a noite), quando acariciada fica com as costas rígidas e expõe o órgão
genital, ao colocar a cauda para o lado. Está mais propensa a problemas
de saúde relacionados ao sistema reprodutor do que as castradas.
Machos
Se o macho não for castrado, quase sempre
ocorre marcação de território com urina e a relação entre ser intacto e
o hábito de marcar território com urina é fortíssima: cerca de 90% dos
gatos para de marcar território, quando castrados, sejam machos ou
fêmeas (que também urinam para marcar território). Outra coisa comum são
as fugas para procurar fêmeas no cio, onde ele comumente é atropelado,
pega doenças ou com sorte fica todo machucado brigando com outros
machos.
Gatos castrados
Machos
Os machos param de marcar território,
e não saem para procurar fêmeas no cio. A população de gatos de rua pode
ser controlada. É verdade que eles engordam um pouco, mas nada muito
sério. Os machos ficam mais caseiros, e sua saúde agradece. Castrar um
gato não evitará que ele faça passeios e tenha vontade de encontrar
outros gatos, expondo-se aos mesmos riscos que aqueles que passeiam por
não serem castrados.
Fêmeas
As fêmeas não entrarão no cio, não ficarão prenhes e não terão doenças
de útero ou ovários. Seu comportamento se torna mais estável, em geral
menos agressivas.
CASTRAÇÃO DE CÃES

Comportamento
A cadela tem alterações comportamentais por ocasião do cio, sendo a mais
comum a pseudociese (gravidez psicológica). As cadelas que foram
esterilizadas não entram no cio, portanto não têm este problema. Fêmeas
castradas com temperamento dominante podem ter a dominância exacerbada
em função da castração.
Saúde
A castração em fêmeas é muito mais benéfica para a saúde do que em
machos. A cirurgia feita antes do primeiro cio praticamente elimina a
possibilidade de tumores de mama (os mais comuns em cadelas). Feita em
qualquer idade, a cirurgia elimina a possibilidade de problemas uterinos
(entre eles a piometra) e elimina a chance de problemas de parto ou
gestação. Costuma trazer aumento de peso, que pode ser controlado pelos
donos através de uma dieta equilibrada. Quando a castração é precoce,
essa tendência é diminuída.
BENEFÍCIOS DA CIRURGIA

Segundo o
“American Journal of Veterinarian Research” (Revista Americana de
Investigação Veterinária), a longevidade de um animal castrado aumenta
em machos caninos 24%, em machos felinos 36%, em fêmeas caninas 20% e em
fêmeas felinas 40%.
Gatas e
cadelas diminuem o risco de câncer de útero, ovário e mamas, e da
piometra - infecção do útero que pode causar a morte. Também deixa de
haver a gravidez psicológica.
Nos
machos diminui o risco de câncer de próstata.
Os
animais tendem a ficar mais caseiros diminuindo o risco de fugas,
atropelamentos e maus tratos.
MITOS SOBRE A CASTRAÇÃO

Livre-se de mitos
e saiba que a cirurgia não faz mal ao animal:
Nem cães nem gatos mudam de personalidade após a castração. Não ficam
letárgicos, nem bobos, nem perdem a capacidade e a vontade de brincar,
interagir com pessoas e outros animais;
A
castração não traz problemas psicológicos ao animal. O animal não fica
deprimido nem sente falta de sexo eles não têm a consciência sexual dos
humanos, a cópula é realizada apenas para procriação;
Os
animais não vivem a sexualidade como os humanos. Para um animal o sexo é
apenas o processo físico da reprodução. Se comer e beber é a garantia da
sua sobrevivência individual, o sexo é a garantia da sobrevivência da
sua espécie. Para o homem o sexo é uma finalidade em si mesma, para o
animal é apenas a concepção de outros indivíduos. A prova é que a fêmea
só aceita ser montada quando está no cio, ou seja, quando seu corpo
apresenta uma exigência hormonal. Fora deste período, rejeita o macho de
forma agressiva, evidenciando que para ela não existe uma situação de
prazer relacionada com o sexo, e sim uma situação de necessidade
hormonal. Do mesmo modo, o macho só procura uma fêmea quando recebe a
informação química de uma fêmea no cio.
A
personalidade do animal depende mais da sua herança genética do que dos
seus hormônios sexuais. Sua tendência a proteger os seus (você) não é
afetada. Mas no caso de você querer um animal apenas para a guarda, um
alarme eletrônico seria mais recomendável.
DICAS
ÚTEIS

1. Cio nas
gatas: ocorre aproximadamente a cada 3 meses. O tempo do cio é
indeterminando, podendo durar meses. Ao contrário das cadelas, as gatas
são férteis durante todo o cio, sendo praticamente impossível prevenir a
prenhez de animais que não vivem confinados e sem machos em
apartamentos.
2. Cio nas
cadelas: ocorre aproximadamente a cada 6 meses. Elas normalmente
sangram nos primeiros 5 dias. O período fértil ocorre entre o nono e o
décimo segundo dias – após o início do sangramento. Até a realização da
cirurgia de esterilização, a cadela deverá ser mantida presa, sem
contato nenhum com os machos, durante todo esse período (primeiro dia do
sangramento até o décimo sexto dia). A cirurgia de esterilização deverá
ser marcada após o término do cio.
3.
Anticoncepcionais: Até o momento, nenhum anticoncepcional é
recomendado para longo uso nas cadelas e gatas devido aos efeitos
colaterais que podem desencadear uma doença grave no útero – a piometra
– que pode colocar a vida do animal em risco, caso não seja tratada
rapidamente. Os anticoncepcionais só podem ser utilizados com cautela,
sob orientação veterinária, até o agendamento da cirurgia de castração.
4. Orientações
antes da cirurgia de esterilização: É necessário que o animal faça
jejum alimentar e hídrico. Os adultos normalmente permanecem no mínimo 8
horas em jejum. O jejum nos filhotes, devido a seu rápido metabolismo, é
bem menor. Peça orientação ao veterinário responsável pela cirurgia.
5. Orientações
pós-cirúrgicas: Nos primeiros dias é importante manter os animais
restritos em local aquecido, protegidos do sol, da chuva e do vento,
longe de escadas. Até que o animal retorne da anestesia, não insira nada
em sua boca.
6. Analgésicos
e outras medicações: Muitos medicamentos utilizados pelo homem não
podem ser utilizados nos cães e gatos. Siga sempre orientações do
veterinário.
7. OBS.: Ao
escolher a clínica ou hospital veterinário para realização da cirurgia
de esterilização, procure saber o tipo de anestesia utilizada e, também,
o tipo de cirurgia (para fêmeas, devem ser retirados os ovários e o
útero; para os machos, os testículos).
COMO É FEITA A CIRURGIA

A
cirurgia é feita com anestesia geral, é simples e dura em média uma
hora. O animal não precisa ficar internado e leva em torno de uma semana
para se recuperar totalmente.
A
cirurgia pode ser feita a partir dos 3 meses de idade e, no caso da
fêmea, não há problema em castrá-la antes do primeiro cio, esse é o
período ideal para diminuir consideravelmente a incidência de câncer de
mama.
A
castração da fêmea, que é a retirada dos ovários e do útero, é um pouco
mais complicada, mas não deixa de ser uma cirurgia de rotina. Alguns
veterinários preferem realizar a cirurgia quando elas têm em média cinco
meses de vida e esses órgãos ainda não estão completamente
desenvolvidos, mas outros preferem esperar até que elas estejam
adultas. Depois da cirurgia ela deverá ser mantida em repouso para não
forçar a região dos pontos.
Esse é uma das decisões, dentre muitas, que o dono precisa tomar por seu
pet. Já que o bichinho não diz o que quer e o que sente, o dono precisa
ter sensibilidade para perceber e decidir pelo melhor e mais coerente.
VOCÊ é peça fundamental para difundir essa
alternativa e salvar muitas vidas.

A luta contra o abandono e sacrifício de
animais começa em sua casa:
Salve vidas, a castração é a
solução!

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